Glossário de análise técnica e swing trade
Consulte definições objetivas de candles, tendências, indicadores, risco e métricas de simulação usadas na plataforma.
Como usar este glossário
As definições abaixo descrevem o uso dos termos dentro do Vector B3 e em estudos gerais de análise técnica. Algumas plataformas adotam fórmulas ou nomes ligeiramente diferentes; por isso, parâmetros e documentação da fonte também devem ser consultados.
Um termo isolado não constitui estratégia. “Rompimento”, por exemplo, precisa de região, período e critério de confirmação. Para transformar conceitos em um processo, consulte o guia de metodologia e confluência.
Mercado e representação gráfica
- Ação
- Parcela do capital social de uma companhia. Na bolsa, preço, liquidez, direitos e riscos variam conforme a classe e o código negociado.
- B3
- Infraestrutura brasileira de mercado onde são negociados, entre outros instrumentos, ações, ETFs, contratos e títulos.
- Ibovespa
- Índice de retorno total composto por ações e units selecionadas por metodologia própria da B3. Não representa todas as empresas listadas.
- Ticker
- Código usado para identificar um ativo negociado, como os formatos de quatro letras e um número comuns nas ações brasileiras.
- OHLC
- Sigla em inglês para abertura, máxima, mínima e fechamento de uma barra. Esses quatro preços formam a base do candle.
- Candlestick ou candle
- Representação de OHLC em que o corpo mostra abertura e fechamento e as sombras mostram extremos. A cor informa a relação entre abertura e fechamento, não a causa do movimento.
- Timeframe ou período gráfico
- Intervalo agregado em cada barra, como 15 minutos, diário ou semanal. O mesmo ativo pode exibir estruturas distintas em períodos diferentes.
- Swing trade
- Abordagem que busca estudar movimentos ao longo de mais de uma sessão, frequentemente por dias ou semanas. Não define por si só estratégia, risco ou resultado.
- Preço ajustado
- Série histórica modificada para refletir eventos como desdobramentos e, conforme a fonte, proventos. É útil para comparação, mas difere do preço efetivamente negociado em certas datas.
- Gap
- Intervalo entre preços de sessões ou barras sem negócios no meio, como uma abertura acima da máxima anterior. Gaps podem ultrapassar níveis de proteção.
Estrutura, tendência e price action
- Price action
- Leitura da estrutura formada pelo próprio preço, incluindo barras, pivôs, suportes, resistências e rompimentos. Não elimina subjetividade nem risco.
- Tendência
- Movimento direcional observado em determinado período. Máximas e mínimas ascendentes sugerem alta; descendentes sugerem baixa; alternância sem direção pode indicar lateralização.
- Regime de mercado
- Conjunto de características dominantes, como tendência, lateralização, alta ou baixa volatilidade. Regras podem se comportar de modo diferente em cada regime.
- Pivô
- Região em que o preço interrompe ou muda temporariamente a direção, formando uma máxima ou mínima local. A confirmação depende da regra e de barras posteriores.
- Suporte
- Faixa em que a demanda historicamente limitou quedas ou gerou reação. É uma zona observada, não um piso garantido.
- Resistência
- Faixa em que a oferta historicamente limitou altas ou gerou reação. Pode ser rompida e posteriormente testada por outro lado.
- Rompimento ou breakout
- Movimento além de uma estrutura ou faixa definida. Critérios podem exigir fechamento, distância mínima, volume ou permanência; um simples toque não é universalmente um rompimento.
- Falso rompimento
- Movimento que ultrapassa uma região e retorna rapidamente à faixa anterior. Sua identificação definitiva costuma exigir informação posterior.
- Pullback
- Recuo contra o movimento predominante ou retorno a uma região rompida. Não garante retomada da direção anterior.
- Consolidação
- Período em que o preço oscila dentro de uma faixa relativamente delimitada. Pode terminar em qualquer direção ou prolongar-se.
- Canal
- Estrutura visual formada por linhas aproximadamente paralelas envolvendo oscilações do preço. O ajuste das linhas pode variar entre analistas.
- Padrão gráfico
- Formação recorrente nomeada, como triângulo, bandeira ou topo duplo. A classificação depende de critérios e não implica desfecho obrigatório.
- Padrão de candlestick
- Configuração de uma ou mais barras, como doji ou engolfo. Seu significado muda conforme localização, tendência anterior, volume e confirmação.
Indicadores e medidas
- Média móvel simples (SMA)
- Média aritmética dos valores de uma janela. Cada observação recebe o mesmo peso e a janela avança com novas barras.
- Média móvel exponencial (EMA)
- Média que atribui peso progressivamente maior aos dados recentes. Reage mais rápido que uma SMA equivalente, mas continua atrasada em relação ao preço.
- VWAP
- Preço médio ponderado pelo volume dentro de uma sessão ou ancoragem definida. O ponto de reinício precisa ser conhecido para interpretar a linha.
- RSI ou IFR
- Índice de Força Relativa, oscilador de 0 a 100 baseado na magnitude de avanços e recuos. Faixas extremas descrevem momentum e não ordenam reversão automática.
- Estocástico
- Oscilador que compara o fechamento com a faixa máxima-mínima recente. Pode permanecer extremo durante tendências fortes.
- MACD
- Diferença entre médias exponenciais acompanhada por linha de sinal e histograma. Resume direção e mudança de momentum derivadas do preço.
- ROC
- Taxa de mudança do preço em relação a um número definido de períodos. Valores positivos ou negativos expressam variação, sem indicar sustentação futura.
- ATR
- Average True Range, medida de amplitude que considera máximas, mínimas e gaps. Quantifica volatilidade recente, não direção.
- Bandas de Bollinger
- Bandas calculadas em torno de uma média usando desvio padrão. A largura descreve dispersão recente e o toque de uma banda não é sinal isolado.
- Canal de Keltner
- Canal em torno de uma referência central cuja largura geralmente deriva do ATR. Parâmetros variam entre implementações.
- Canal de Donchian
- Faixa formada pela máxima e mínima de uma janela. É usado para visualizar extremos e rompimentos históricos.
- ADX
- Índice que busca medir força de tendência. Não determina sozinho se a direção é de alta ou baixa; essa leitura costuma considerar DI+ e DI−.
- DI+ e DI−
- Componentes direcionais relacionados ao ADX. A posição relativa sugere qual movimento direcional domina no cálculo.
- SuperTrend
- Indicador de acompanhamento baseado geralmente em preço e ATR. Alterna de lado conforme regras definidas e pode produzir trocas frequentes em lateralizações.
- Ichimoku
- Sistema com linhas de equilíbrio, referências de curto e médio prazo e uma nuvem projetada. Seus componentes são relacionados e não devem ser contados como evidências totalmente independentes.
- OBV
- On-Balance Volume, série acumulada que adiciona ou subtrai volume conforme a direção do fechamento. A trajetória costuma importar mais que o número absoluto.
- MFI
- Money Flow Index, oscilador que combina preço e volume. Assim como outros osciladores, depende da janela e do regime.
- Volume Profile
- Distribuição do volume negociado por faixa de preço no recorte escolhido. O resultado muda com o intervalo analisado.
- Divergência
- Desacordo entre a direção do preço e a de um indicador. Pode sugerir perda relativa de momentum, mas não confirma sozinho uma reversão.
Processo de análise
- Setup
- Conjunto de condições que define um cenário observável. Um setup completo especifica contexto, parâmetros e o que ainda precisa ocorrer.
- Gatilho
- Evento objetivo usado para confirmar uma condição, como fechamento acima de uma faixa. Deve ser definido antes do resultado.
- Confluência
- Combinação de evidências distintas coerentes com uma hipótese. Somar indicadores correlacionados não cria necessariamente confluência robusta.
- Confirmação
- Critério adicional exigido após uma condição inicial. Pode reduzir sinais prematuros, mas também introduz atraso e não remove falsos sinais.
- Invalidação
- Condição que torna a hipótese original inconsistente, como a perda confirmada da estrutura que sustentava o cenário.
- Stop
- Ordem ou regra de encerramento associada a risco. O preço efetivo pode diferir do nível pretendido por gap, liquidez ou slippage.
- Objetivo ou alvo
- Região favorável usada para planejar ou avaliar um cenário. Não representa preço que será necessariamente atingido.
- Análise top-down
- Processo que começa em períodos maiores para definir contexto e avança para períodos menores com funções específicas, como detalhar o gatilho.
- Score
- Pontuação que resume regras e pesos escolhidos. Sua precisão depende da qualidade, independência e validação dos critérios.
Risco, execução e estatística
- Liquidez
- Facilidade de negociar uma quantidade com rapidez e impacto limitado no preço. Volume histórico não garante liquidez em todos os momentos.
- Spread
- Diferença entre a melhor oferta de compra e a melhor oferta de venda. É um custo implícito e varia conforme ativo e momento.
- Slippage
- Diferença entre o preço esperado e o efetivamente executado. Pode resultar de movimento rápido, profundidade limitada ou tipo de ordem.
- Risco-retorno
- Comparação entre perda planejada e ganho potencial. A razão não informa a probabilidade de cada resultado e não limita perdas em gaps.
- Unidade R
- Forma de expressar resultados em múltiplos do risco inicialmente planejado. Se o risco era R$ 100, um resultado de +2R equivale a R$ 200 antes de custos.
- Taxa de acerto
- Percentual de ocorrências classificadas como favoráveis segundo uma regra. Sem tamanho da amostra, perdas médias e custos, é insuficiente para avaliar desempenho.
- Expectativa matemática
- Média ponderada dos resultados possíveis por suas frequências estimadas. Uma estimativa histórica pode mudar e não garante expectativa futura.
- Drawdown
- Queda desde um pico acumulado até um vale posterior. Ajuda a descrever profundidade de perdas numa sequência, mas o futuro pode exceder o histórico.
- Volatilidade
- Grau de variação dos preços em um intervalo. Pode ser medida de várias formas e não é sinônimo de perda, embora amplie a incerteza de execução.
- Backtest
- Aplicação de regras a dados passados para observar comportamento hipotético. O resultado depende de dados, execução, custos e ausência de vieses.
- Fora da amostra
- Dados preservados da etapa de criação e usados para uma verificação posterior. Reutilizá-los repetidamente para ajustes reduz sua independência.
- Walk-forward
- Validação temporal em janelas sucessivas, na qual parâmetros são definidos em um período anterior e avaliados num período seguinte.
- Sobreajuste
- Adaptação excessiva às particularidades do histórico, capturando ruído em vez de relação generalizável. Costuma surgir após muitas tentativas de parâmetros.
- Viés de sobrevivência
- Distorção causada por testar apenas ativos que permaneceram disponíveis, ignorando empresas removidas, incorporadas ou encerradas.
- Look-ahead bias
- Uso de informação futura numa decisão histórica, ainda que indireto. Faz a simulação parecer mais informada do que seria em tempo real.
- Repintura
- Alteração de um valor ou marcação passada à medida que novos dados chegam. Exige cuidado especial em pivôs, padrões e barras ainda abertas.
Próximo passo
Depois de revisar os termos, veja um exemplo completo de análise e observe como estrutura, indicadores e risco ocupam funções diferentes. Antes de interpretar números históricos, leia também as limitações de indicadores, backtests e dados.